Do leitor passivo ao arquiteto de sentidos: a escola diante do desafio hipertextual
DOI:
https://doi.org/10.18364/rc.2026n70.1488Palavras-chave:
Hipertextualidade, Formação leitora contemporânea, Cronotopos digitais, EpistemicídioResumo
Este trabalho discute os impactos da hipertextualidade na formação leitora no contexto da sociedade em rede, enfatizando o descompasso entre as práticas digitais dos jovens e os modelos pedagógicos escolares tradicionais. O objetivo central é analisar as implicações da hipertextualidade na formação leitora contemporânea. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de cunho bibliográfico e documental, fundamentada em abordagens dialógica, rizomática e crítica. Os resultados indicam que a escola marginaliza os repertórios simbólicos digitais, perpetua um epistemicídio ao desconsiderar práticas hipertextuais como legítimas, e revela que indicadores estatísticos mascaram desigualdades estruturais na alfabetização. Conclui-se que a hipertextualidade exige uma reestruturação radical da pedagogia, transformando a escola em espaço de experimentação semiótica que forme leitores-arquitetos capazes de navegar e construir sentidos em ecossistemas complexos.
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